Texto do escritor e poeta londrinense Domingos Pellegrini, sobre o marxismo:
"Seminário na UEL foi justificado como
para “interpretar o marxismo”. Mas o marxismo é dogmático, não admite
interpretações, e se baseia em princípios sem sentido hoje.
Primeiro, a luta de classes. Mas só
vemos “luta” (jurídica e midiática) entre fazendeiros e os pobres urbanos do
MST, que lideranças chapa-branca manipulam em assentamentos na maioria
improdutivos, enquanto o agronegócio, do grande ao pequeno, só prospera. E
qualquer empresa brasileira hoje custeia mais benefícios sociais que os
marxistas governos cubano e chinês (onde só a repressão é socializada, a
economia é crescentemente capitalista).
Enquanto o socialismo soviético ruía
corroído por privilégios e improdutividade (quem trabalharia com gosto se as
oportunidades eram só para os poucos do Partido?), o capitalismo se socializava
com direitos trabalhistas e sociais, que, aliás, os chineses e cubanos não tem.
Outro princípio do marxismo era a
ditadura do proletariado, para proteger a instalação do socialismo que, conforme
Marx, resultaria no comunismo, uma sociedade de gente livre, culta e feliz.
Resultou em censura permanente, partido único e sistema policial, genocídio de
milhões, ruína econômica e social, deixando de herança Estados corruptos e abertos às máfias.
Outro princípio era a justiça social, a
partir da noção da mais-valia (lucro), que seria sempre exploradora dos trabalhadores,
conforme O Capital, que Marx escreveu
sustentado pelo companheiro Engels, industrial inglês, que explorava a
mais-valia de seus operários...
Marx certamente se espantaria de ver
hoje nosso regime de lucro-tributos sustentando INSS, PIS, Pasep, FGTS,
seguro-desemprego, SUS, férias remuneradas, 13º salário etc etc... E veria também
um número crescente de trabalhadores autônomos,
que vivem do lucro da livre iniciativa, palavra que causa horror aos
professores marxistas, encastelados em suas cátedras como em catedrais de
teoria inútil.
Um formando fará o que com
“interpretações do marxismo”? Ou brigará com o mercado de trabalho ou irá fazer
concurso público, para continuar alimentando o compadrismo ideológico do
“marxismo” de bares e universidades, únicos locais onde, cego aos fatos e
ruminando velhos dogmas, o marxismo ainda prospera."
Domingos Pellegrini
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