quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Viagem a Praia de Enseada III - Uma Ida Noturna a Praia


 Certo dia, ou melhor certa noite, eu estava com vontade de ir a praia, então eu convidei meu pai para ir comigo e ele e ele aceitou. Ele pegou a muleta dele porque esta com problemas no joelho, descemos as escadas do hotel, atravessamos a rua e já estávamos na praia. Andamos até um banquinho, mas um rapaz chegou la primeiro e sentou-se. Pensei que ele iria dar o lugar para meu pai sentar ja que ele estava de muleta mas ele não cedeu o lugar não. Sentamos no meio-fio. O garoto que estava ali no banco era uma esqueitista e logo saiu andando com o esqueite dele, dando lugar para o meu pai sentar-se.
 Ele trouxe a maquina fotográfica e ficou tirando fotos das coisas que estavam iluminadas pela luz do poste, tipo uma coruja que estava sentada numa pedra. Eu disse a ele que iria caminhar perto da água do mar e fui.
 Ao atravessar a parte de areia fofa da praia, encontrei diversos siris tímidos por sinal, pois sempre que eu me aproximava eles corriam para suas tocas ou para longe. Eu encontrava um siri, me aproximava e ele corria. Encontrava outro siri, me aproximava e ele corria. Encontrava outro siri, me aproximava e ele corria. Realmente eram siris muito tímidos!
 Depois de tanto perseguir siri cheguei a água do mar. Tirei meus chinelos e carreguei-os com as mãos. Eu já percebi que eu quando estou caminhando em praça publica eu assusto as pessoas. Acho que eu me pareço um ladrão ou coisa do tipo. E ainda com os chinelos na mão e no escuro, aquilo parecia um revolver!
 De repente eu vi chegando uma loira com a mãe dela. Pensei: aquelas vão se assustar comigo. Nem liguei e fiquei curtindo as marolinhas batendo nos meus pés. Quando elas se aproximaram eu me deparei com a mãe da loira, uma velha descabelada ali imóvel me encarando. Juro que levei um grande susto. Mas ela estava ali só me encarando. Estranho hein! Esperei e elas seguiram o rumo delas. Fiquei surpreso porque eu e que me assustei ao invés de eu assustá-las.
 Depois caminhei para um lado da praia e depois para o outro lado e passando pelos siris tímidos cheguei até meu pai. E ele me disse para tirar fotos das aves quero-quero que caminhavam pela areia, como se fossem donas do pedaço ou biologicamente falando, de um jeito bem territorialista. As fotos delas não ficaram boas, mas de qualquer forma, no dia seguinte meu pai iria apagar todas as fotos da câmera, sem salvar e sem querer. Coisas de uma viajem para a praia.

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