Mas numa tarde de
novembro, sou surpreendido por uma tempestade e a chuva batendo forte na janela
do meu quarto. Será que ela estava totalmente fechada? Deitado de bruços, me
virei para cima e vi a janela aberta pela metade. Levantei-me da cama e fui
fechá-la.
Voltei para dormir
mais um pouco, até quando me acordo com uma ventania lá fora muito forte. Olho
para a árvore da rua e ela parece que ia ser levada pela ventania, de tão forte
que a ventania estava. Mesmo deitado comecei a usar uma técnica de energização
chinesa, chamada de swordfinger, ou “dedos de espada”. Sempre que venta muito
eu jogo uma energia de peso para o ar, porque existe também a energia de
leveza. E isto tem controlado a ventania visualmente.
A energia elétrica
caiu e fui ficar sabendo depois o motivo. Não sei porque cargas d’água eu tenho
sentido sonolência de manhã e de tarde. Já que estava indisposto para trabalhar
com textos eu jogaria GTA V, pois assim pelo mesmo eu estaria fazendo alguma
coisa, mas estávamos sem energia.
Quando a tempestade
abrandou, mamãe Suely foi ver os fundos da casa e logo constatou que o ralo
estava entupido. Ela o desentupiu umas duas vezes pelo menos e umas duas vezes
ele voltou a se entupir.
Meu pai estava na
casa das tias e ao atravessar a rua viu uma árvore caída de atravessado nela,
com a copa pendurada na rede elétrica. Então meu pai me chamou para ir ver o
trabalho do corpo de bombeiros cortando a árvore. Eles estavam cortando os
galhos mais finos primeiro. A árvore tinha um formato de forquilha e uma ponta
desta se escorava no chão e a outra ponta, maior, estava pendurava nos fios
elétricos, sem energia no momento. De repente algum carro aparecia para subir a
Catarina de Bora, mas antes da árvore caída eles tinham que virar para a
direita, o único caminho disponível.
Chegou a hora de
cortar o galho debaixo da forquilha que sustentava em parte a árvore caída. Com
cuidado ele foi cortando o grosso galho em pedaços e a cada cortada a árvore cedia
ali pendurada. Então ele cortou boa parte desta ramificação tirando todo apoio
que aquele grosso galho dava, ali na situação. A árvore balançou ameaçando
terminar de cair, mas continuou pendurada nos fios elétricos.
Então chegou a hora
de desenroscar a árvore dos fios elétricos. Um senhor que portava celular e que
observava o trabalho dos bombeiros começou a filmar no momento crucial, pois o
galho podia puxar os fios elétricos rompendo-os. Senti vontade de filmar para
colocar no Youtube mas lembrei que meu celular estava aqui onde escrevo, na
salinha de computadores, descarregado...
E os carros vinham
para subir a Catarina de Bora, mas viravam depois da oficina mecânica para
seguir rumo. O bombeiro com a motosserra que parecia pequena, mas estava dando
conta do recado muito bem, cortou uma cunha no tronco, formando uma gaipa. Isto facilitava o tronco de entortar-se com o
próprio peso. Depois ele continuou cortando embaixo. Quando cortara
suficientemente o tronco, ele cedeu e os galhos na rede elétrica deram uma
balançada antes de caíram sem maiores problemas.
Mais carros começavam
a subir a Catarina de Bora e tinham que fazer os desvio. Meu pai disse a um dos
bombeiros que caíra um galho em frente à casa da minha tia e que íamos trazê-lo
para que cortassem e levassem os pedaços. Então fomos até lá. Eu que era mais
forte ia na frente arrastando o galho e meu pai me auxiliava puxando para cima,
para diminuir o atrito com o chão. Paramos um pouco para conversar com dono do
lava-rápido ali perto de casa, o Gago. Minhas tias haviam dito que o Gago tinha
saído dali, mas ele afirmou que sempre esteve ali. Depois da breve conversa
continuamos o nosso trajeto para o monte de galhos e troncos.
O bombeiro resolveu
colocar cones para interditar a passagem, mas um idoso, não sei o que ele
pensou na hora, começou a entrar entre os cones. O bombeiro logo interveio energicamente,
dizendo que ele não podia fazer aquilo, pois eles estavam trabalhando e que ele
não deveria nem ter ultrapassado os cones. O idoso no volante deu ré e saiu
dali.
Chegamos ao monte de
galhos e toras e deixamos o galho lá. O bombeiro disse que iam cortar em
pedaços, então tarefa cumprida para mim e para meu pai.
Voltamos para casa.
Meu pai ia limpar o estacionamento da sujeira que veio com o vento e a chuva e
eu resolvi digitar este texto.
Espero que gostaram,
Abraço do João Luís
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