sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A Tempestade de 16 de novembro de 2017 em Londrina.


  Eu estava dormindo depois do almoço. Devido a enfermidade não trabalho no momento (esquizofrenia). Então posso me dar o prazer de dormir uma hora e meia depois do almoço ou duas horas.
 Mas numa tarde de novembro, sou surpreendido por uma tempestade e a chuva batendo forte na janela do meu quarto. Será que ela estava totalmente fechada? Deitado de bruços, me virei para cima e vi a janela aberta pela metade. Levantei-me da cama e fui fechá-la.
 Voltei para dormir mais um pouco, até quando me acordo com uma ventania lá fora muito forte. Olho para a árvore da rua e ela parece que ia ser levada pela ventania, de tão forte que a ventania estava. Mesmo deitado comecei a usar uma técnica de energização chinesa, chamada de swordfinger, ou “dedos de espada”. Sempre que venta muito eu jogo uma energia de peso para o ar, porque existe também a energia de leveza. E isto tem controlado a ventania visualmente.
 A energia elétrica caiu e fui ficar sabendo depois o motivo. Não sei porque cargas d’água eu tenho sentido sonolência de manhã e de tarde. Já que estava indisposto para trabalhar com textos eu jogaria GTA V, pois assim pelo mesmo eu estaria fazendo alguma coisa, mas estávamos sem energia.
 Quando a tempestade abrandou, mamãe Suely foi ver os fundos da casa e logo constatou que o ralo estava entupido. Ela o desentupiu umas duas vezes pelo menos e umas duas vezes ele voltou a se entupir.
 Meu pai estava na casa das tias e ao atravessar a rua viu uma árvore caída de atravessado nela, com a copa pendurada na rede elétrica. Então meu pai me chamou para ir ver o trabalho do corpo de bombeiros cortando a árvore. Eles estavam cortando os galhos mais finos primeiro. A árvore tinha um formato de forquilha e uma ponta desta se escorava no chão e a outra ponta, maior, estava pendurava nos fios elétricos, sem energia no momento. De repente algum carro aparecia para subir a Catarina de Bora, mas antes da árvore caída eles tinham que virar para a direita, o único caminho disponível.
 Chegou a hora de cortar o galho debaixo da forquilha que sustentava em parte a árvore caída. Com cuidado ele foi cortando o grosso galho em pedaços e a cada cortada a árvore cedia ali pendurada. Então ele cortou boa parte desta ramificação tirando todo apoio que aquele grosso galho dava, ali na situação. A árvore balançou ameaçando terminar de cair, mas continuou pendurada nos fios elétricos.
 Então chegou a hora de desenroscar a árvore dos fios elétricos. Um senhor que portava celular e que observava o trabalho dos bombeiros começou a filmar no momento crucial, pois o galho podia puxar os fios elétricos rompendo-os. Senti vontade de filmar para colocar no Youtube mas lembrei que meu celular estava aqui onde escrevo, na salinha de computadores, descarregado...
 E os carros vinham para subir a Catarina de Bora, mas viravam depois da oficina mecânica para seguir rumo. O bombeiro com a motosserra que parecia pequena, mas estava dando conta do recado muito bem, cortou uma cunha no tronco, formando uma gaipa.  Isto facilitava o tronco de entortar-se com o próprio peso. Depois ele continuou cortando embaixo. Quando cortara suficientemente o tronco, ele cedeu e os galhos na rede elétrica deram uma balançada antes de caíram sem maiores problemas.
 Mais carros começavam a subir a Catarina de Bora e tinham que fazer os desvio. Meu pai disse a um dos bombeiros que caíra um galho em frente à casa da minha tia e que íamos trazê-lo para que cortassem e levassem os pedaços. Então fomos até lá. Eu que era mais forte ia na frente arrastando o galho e meu pai me auxiliava puxando para cima, para diminuir o atrito com o chão. Paramos um pouco para conversar com dono do lava-rápido ali perto de casa, o Gago. Minhas tias haviam dito que o Gago tinha saído dali, mas ele afirmou que sempre esteve ali. Depois da breve conversa continuamos o nosso trajeto para o monte de galhos e troncos.
 O bombeiro resolveu colocar cones para interditar a passagem, mas um idoso, não sei o que ele pensou na hora, começou a entrar entre os cones. O bombeiro logo interveio energicamente, dizendo que ele não podia fazer aquilo, pois eles estavam trabalhando e que ele não deveria nem ter ultrapassado os cones. O idoso no volante deu ré e saiu dali.
 Chegamos ao monte de galhos e toras e deixamos o galho lá. O bombeiro disse que iam cortar em pedaços, então tarefa cumprida para mim e para meu pai.
 Voltamos para casa. Meu pai ia limpar o estacionamento da sujeira que veio com o vento e a chuva e eu resolvi digitar este texto.

Espero que gostaram,


Abraço do João Luís

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