terça-feira, 29 de janeiro de 2013

"O Popular" e a Ave de Rapina.

Quando ele assumiu o cargo não se falava na mídia, mas o Brasil  virou um caos urbano. Ao caminhar pelas calçadas, todo mundo andava com medo de que algo acontecesse. De noite pessoas "escondidas" usavam aparelhinhos de fazer barulho e mal podíamos dormir. Era algo estressante como qualquer barulho, mas as vezes  parecia uma forma de intimidação. Não sei quem fazia isto, provavelmente eram pessoas que escolheram seus partidos políticos. Naquele ano eu tentei fazer cursinho para medicina mas os professores estavam tão loucos que eu desisti.  
Era a transição entre o intelectual, o não elitizado. 
O plano de auxilio a sociedade que ele apresentou durante a campanha era para acabar com a fome da população e foi posto em prática. Um tempo depois houve corrupção e Roberto Jeferson foi o delator. Atualmente foram julgados os acusados. Tal esquema se chamou de Mensalão pois recebia-se uma mensalidade de dinheiro desviado para se comprar votos. Todo mundo achou estranho os politicos serem julgados e o presidente que viu a corrupção acontecer em seu governo não, mas fomos informados da retenção dos bens do presidente.
No segundo mandato a mídia o intitula de subperonista. Mas o que é subperonista? É algo relativo a família de ditadores argentinos, os Perons. Então o presidente tinha tendências ditadoriais? Sim, tinha. E adorava aparecer junto de Hugo Chavez, o ditador da Venezuela. Eu até lembro que o Brasil resolveu comprar aviões de guerra, algo para proteger o território. Hugo Chavez comprou mísseis de alta destruição, algo puramente bélico, que alcançava países vizinhos. Mas na verdade o que eu percebi foi que a nossa almejada democracia estava ameaçada.
As eleições se aproximaram. O presidente estava no segundo mandato e a mídia especulou se ele iria criar uma lei que prolongasse o tempo dele no poder. Trocando em miúdos, garantir uma terceira eleição ou um golpe de estado para se tornar ditador para sempre, já que eram estas suas tendências. Mas ele foi modesto e lançou uma candidata que foi prisioneira durante a ditadura, porque ela fez parte de um grupo armado, não só para tomar o poder dos militares mas para transformar o Brasil em socialista. Por isto Ave de Rapina.
Logo no inicio da campanha ela teve um linfoma e o presidente resolveu falar em público para chamar a atenção do povo. Ela fez quimioterapia e perdeu os cabelos, até usou uma piruca mas recuperou-se.
Na entrevista a revista Piauí, a melhor do Brasil, esta presente a foto da ficha criminal. Ela contou entre outras coisas que ensinava marxismo aos novos integrantes do grupo armado, aprendia técnicas de guerrilha male-má com um ex-sargento e que já teve que esconder armamento pesado no apartamento onde morava. Ela disse que um monte de metralhadoras e granadas ficavam guardadas debaixo da cama, se uma explodisse ia tudo pelos ares!
O subperonista passou o cargo para ela que venceu as eleições e a democracia foi preservada. Mas o mandato dela se aproxima do final. Aquela que já tentou tomar o poder pela guerra e instituir o socialismo no Brasil, agirá como uma ave de rapina ou como democrata? O subperonista popular pode voltar em cena nas eleições. E a democracia irá prevalecer? Só o tempo dirá.


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