sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O Tiroteio em Newton(Connecticut) e o de Realengo no Brasil

Eu resolvi escrever sobre estes massacres porque o de Realengo aconteceu bem no dia do meu aniversário e então me marcou para sempre. 

Newton(Connecticut)

 Um atirador de 24 anos, Ryan Lanza, invadiu uma escola primária na manhã desta sexta-feira (14) na pequena cidade de Newtown, no Estado de Connecticut (região da Nova Inglaterra, EUA), e matou pelo menos 27 pessoas, das quais 18 eram crianças pequenas.
 Um policial de Newtown disse que o irmão mais novo de Ryan Lanza está sendo interrogado como suspeito de participar da chacina. O policial disse que a mãe de Ryan Lanza, Nancy Lanza, trabalhava como professora na escola. Ele também disse que a namorada de Ryan Lança e outro amigo estão desaparecidos no Estado de Nova Jersey. Não está claro se os dois teriam alguma conexão com a matança ou se foram vítimas de Ryan. Segundo um policial, que falou sob anonimato, Nancy Lanza aparentemente foi morta pelo filho. Já Ryan Lanza teria se suicidado após chacinar as crianças, a mãe e as professoras.
 A polícia estadual de Connecticut disse que apenas estudantes, professores e funcionários da escola primária Sandy Hook foram chacinados, mas não quis dizer quantas pessoas, no total, foram mortas e feridas. No massacre de Columbine, em 1999, 15 pessoas foram mortas em uma escola, por dois atiradores. Na matança da universidade Virginia Tech, em 2007, foram mortas 32 pessoas. Um fator complicante para os massacres nos EUA é questão da permissão de se comprar armas pela população, inclusive armamento pesado.
 Mas dessa vez, em Newtown, a maioria das vítimas eram crianças pequenas, com idades entre 5 e 10 anos. Pais angustiados ficaram aglomerados na frente da escola, enquanto esperavam em agonia para ter notícias sobre os filhos. Aparentemente, Lanza usou duas armas para realizar a matança: uma pistola automática e um rifle de assalto de calibre 223, uma arma de combate normalmente usada por soldados.


Crianças saindo do colégio depois do tiroteio.


Realengo(Rio de Janeiro)

 Assassinato em massa ocorrido em 7 de abril de 2011, por volta das 8h30min da manhã (UTC-3), na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.
A motivação do crime figura incerta, porém a nota de suicídio de Wellington e o testemunho público de sua irmã adotiva e o de um colega próximo apontam que o atirador era reservado, sofria bullying e pesquisava muito sobre assuntos ligados aatentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas.O crime causou comoção no país e teve ampla repercussão em noticiários internacionais. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decretou luto nacional de três dias em virtude das mortes.
Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), que faziam uma fiscalização em uma rua próxima, foram avisados por uma criança baleada que acabara de fugir do local. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e imobilizaram o suspeito com um tiro. Ele então atirou contra a própria cabeça.[31]
Wellington foi detido pelo 3º Sargento da Polícia Militar Márcio Alexandre Alves, de 38 anos. Segundo ele, o rapaz chegou a apontar-lhe a arma, sem contudo atirar. Alves atirou em Wellington, fazendo-o cair e, logo em seguida o rapaz cometeu suicídio. "O sentimento é de tristeza pelas crianças. Eu tenho filho nessa idade. Mas também é sentimento de dever cumprido, impedi que ele chegasse ao terceiro andar e fizesse mais vítimas", declarou.[32]
Wellington Oliveira deixou uma nota de suicídio no local. Na missiva, já havia por escrito a intenção de se matar após a sua ação premeditada.

Wellington foi detido pelo 3º Sargento da Polícia Militar Márcio Alexandre Alves, de 38 anos


Minha Opinião

 Hoje eu estava me exercitando na casa da minha avó quando começou o Jornal Nacional e as primeiras imagens da edição deste dia foram do massacre nos EUA. Eu vi nas ruas ao redor do colégio Sandy Hook diversos carros de policiais, e muitos oficiais descendo dos carros armados com fuzis. Talvez eu pude identificar a arma que um deles portava, acho que era a mesma que os policiais do BOPE usam e é uma arma mais potente que o  muito utilizado fuzil AR-15. Eu li que um tiro desta arma do policial pode atravessar dez barracos de maderite da favela e ainda matar uma pessoa. Se não for esta arma provavelmente será uma de tipo semelhante e tão mortal quanto. Vi diferentes tipos de polícias que vieram para deter o criminoso ou deter talvez um segundo atirador agindo em conjunto. Até militares eu vi no Jornal Nacional correndo com seus rifles, ou seja todas autoridades estavam com armamentos pesados para parar um único atirador com uma pistola e uma metralhadora.
 Já em Realengo aconteceu justamente o inverso. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV) que cumpriam o dever perto do colégio, foram avisados por um aluno baleado e foram ao colégio deter Wellington. Eles se dirigiram ao colégio com pressa porque sabiam que quanto mais demorassem mais pessoas iam morrer, desceram da viatura com seus revolveres 38 apressadamente,  fizeram "Em nome do Pai, do Filho, e do Espirito Santo, Amém" e entraram no colégio. Não, não havia nenhum fuzil ou metralhadora com eles.
 Eram policiais treinados para diferentes situações e eles agiram como se houvesse mais de um criminoso agindo, com um policial dando cobertura para outro policial que ia na frente, para que ele não fosse surpreendido pelas costas, mas somente três. Em um momento o Sargento Márcio encontrou Wellington correndo para a escada do terceiro andar e o mandou parar. Wellington apontou a arma e foi baleado na perna. Caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça. Um raciocínio que eu tive foi que o policial atirou na perna dele para não atirar nas costas, onde poderiam haver explosivos de homem bomba, que explodiriam com o disparo fazendo o maior estrago. O edifício poderia até desabar. 
Ainda bem que os policiais eram bem treinados e resolveram o problema, mas eram somente três, fazer o que? É Brasil...

Eu usei textos e imagens destes sites:

http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/internacional/noticia/2012/12/14/tiroteio-nos-eua-entre-os-27-mortos-18-criancas-387160.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Realengo#De_autoridades_p.C3.BAblicas

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