Saiu
na revista Piauí de dezembro, o plano de Miguel Nicolélis, o cientista
brasileiro que é um dos mais importantes do mundo. Na Copa de 2014 ele vai apresentar ao mundo inteiro um menino tetraplégico que vai andar e chutar uma bola ao gol, com o
auxílio de um esqueleto mecânico externo (exoesqueleto). Tal esqueleto será comandado por eletrodos implantados
no cérebro.
Diga-se
de passagem que falando-se da Revista Piauí, que eu assino, está se falando da
melhor revista publicada no Brasil.
Antes
de se realizar os experimentos atuais de Nicolélis, foi preciso compreender que
o cérebro funciona com diversos neurônios em conjunto e que estudando cada
neurônio individualmente, como havia sendo feito pelos cientistas, é impossível
de se entender o funcionamento cerebral. Além disto, nas pesquisas de John
Chapin com camundongos foi possível constatar que haviam padrões de ondas
neuronais que podiam ser traduzidos em instruções mecânicas para comandar um
braço robótico. Não era preciso decodificar a atividade elétrica do cérebro ou
entendê-la como funciona.
A
pesquisa de Nicolélis consistia em experimentos em que macacos com implantes
cerebrais controlam robôs e além disto há um retorno sensitivo do que o robô
fazia, ao macaco.
Para
fazer o teste com um ser humano usando um exoesqueleto metálico é preciso
atingir a marca de 10000 neurônios para atingir o grau de liberdade necessário,
de 31 graus. Atualmente Nicolélis ainda trabalha apenas com 1000 neurônios em
símios, mas ele sabe que até a data da Copa do Mundo é possível através de
pesquisa, chegar aos 10000 neurônios acoplados.
Além disto a reportagem trata também de
acontecimentos administrativos de laboratórios no Brasil e o plano de implantar
o Campus do Cérebro, ainda em construção, em Macaíba, uma cidade da região
metropolitana em Natal. O projeto é previsto para abrigar parte das pesquisas.
Tal
texto se encontra online no site da revista: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-63/questoes-neuroludopedicas/o-chute



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