segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Miguel Nicolélis e a Copa do Mundo




 Saiu na revista Piauí de dezembro, o plano de Miguel Nicolélis, o cientista brasileiro que é um dos mais importantes do mundo.  Na Copa de 2014 ele vai apresentar ao mundo inteiro um menino tetraplégico que vai andar e chutar uma bola ao gol, com o auxílio de um esqueleto mecânico externo (exoesqueleto). Tal esqueleto será comandado por eletrodos implantados no cérebro.
 Diga-se de passagem que falando-se da Revista Piauí, que eu assino, está se falando da melhor revista publicada no Brasil.
 Antes de se realizar os experimentos atuais de Nicolélis, foi preciso compreender que o cérebro funciona com diversos neurônios em conjunto e que estudando cada neurônio individualmente, como havia sendo feito pelos cientistas, é impossível de se entender o funcionamento cerebral. Além disto, nas pesquisas de John Chapin com camundongos foi possível constatar que haviam padrões de ondas neuronais que podiam ser traduzidos em instruções mecânicas para comandar um braço robótico. Não era preciso decodificar a atividade elétrica do cérebro ou entendê-la como funciona.
 A pesquisa de Nicolélis consistia em experimentos em que macacos com implantes cerebrais controlam robôs e além disto há um retorno sensitivo do que o robô fazia, ao macaco.
 Para fazer o teste com um ser humano usando um exoesqueleto metálico é preciso atingir a marca de 10000 neurônios para atingir o grau de liberdade necessário, de 31 graus. Atualmente Nicolélis ainda trabalha apenas com 1000 neurônios em símios, mas ele sabe que até a data da Copa do Mundo é possível através de pesquisa, chegar aos 10000 neurônios acoplados.
Além disto a reportagem trata também de acontecimentos administrativos de laboratórios no Brasil e o plano de implantar o Campus do Cérebro, ainda em construção, em Macaíba, uma cidade da região metropolitana em Natal. O projeto é previsto para abrigar parte das pesquisas.

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